Gerações sem memoria

Tradução do Eduardo Vasco, Diário Liberdade  O que está acontecendo na América Latina agora, deve ser de vital importância para gerações de esquecimento. Todo mundo com 40 anos e menos é considerado parte da geração do esquecimento. Todo mundo que nasceu durante as ditaduras ou pós-ditaduras foi injetado com o gene da ignorância e do esquecimento coletivo. Nós pertencemos à geração de negação. Somos o produto de um plano baseado nesse objetivo: criar gerações vencidas, chambonas, ineptas, egoístas, consumistas e insensíveis. Alguns abalos em toda a extensão da palavra.

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A doméstica como escrava

Tradução do Revista Diálogos do Sul  Serviçal, empregada, criada, doméstica, babá, diarista; a empregada doméstica é conhecida por uma infinidade de nomes. No entanto é a empregada mais importante e paradoxalmente a mais mal paga, a explorada e a escravizada em um modelo de sociedade que utiliza parias como trampolim; como escada, como o suporte mais importante para sustentar a exploração de uns para benefício de outros. Infinidade de teorias, estudos, conceitos e definições podem ser escritos em tomos e mais tomos para justificar a existência da doméstica, mas esse trabalho não tem qualquer justificação; é a exploração de uma mulher…

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América Latina, rebelde e resistente

Tradução do Revista Diálogos do Sul  A América Latina, mesmo que os ingratos afirmem o contrário, é rebelde e resiste. Como resistem as pétalas das flores das 10 ao sol do meio dia. América Latina ainda não se rende, 500 anos de saques, genocídios, ecocídios e devastação e continua resistindo. Não será agora que vão nos vencer, Memorizem isso: não nos venceram! Não vão nos vencer! Que o saibam os covardes, genocidas, saqueadores, os vende pátria, los envolvidos e los traidores: não vão nos vencer.

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Honduras sacrificada pelo Triângulo Norte

Tradução do Revista Diálogos do Sul    Honduras põe o sangue pelo Triângulo Norte da América Central. Em Honduras se tornou piada: em 2015, pegaram os sábados para bronzear-se nas praias do país e fazer a fotografia de lembrança, enquanto se agitavam cartazes com os nomes dos mártires da ditadura. Com cartazes, barricadas nas ruas, tudo para sair na televisão e depois colocar-se de joelhos votando pela continuidade das máfias no governo. E isso quando havia a oportunidade de dizer não às eleições e exigir a Assembleia Nacional Constituinte. Exemplo claro de como não se deve fazer as coisas quando o…

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Golpe contra Nasralla em Honduras

Tradução do Revista Diálogos do Sul  Honduras, situada no triângulo norte da América Central, como Guatemala e El Salvador, é um dos três países mais explorados da América Latina. Em 28 de junho de 2009, quando Honduras iniciava um caminho próprio, distante do neoliberalismo e se irmanava com o progressismo latino-americano que emergia na América do Sul, o presidente Manuel Zelaya sofreu um golpe de Estado. Um golpe ordenado pelos Estados Unidos e executado pela oligarquia, tal como ocorreu no Paraguai e no Brasil: executados pelo Congresso e a Corte Suprema de Justiça. Abutres afins ao poder do capital, ditaduras que…

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A farsa do dia de Ação de Graças

Tradução do Revista Diálogos do Sul  Não há nada mais falo, mais nefasto, mais soberbo nos Estados Unidos que celebrar o Dia de Ação de Graça. A celebração mais importante depois do 4 de julho, a terceira continua sendo o Natal. Amparados numa história falsa, escrita pelos genocidas que invadiram este país e exterminaram os nativos do norte do continente, em cada novembro celebram o Dia de Ação de Graças. Peregrinos, dizem os livros escolares, peregrinos imigrantes que foram socorridos pelos nativos. Não contam como se impuseram que os torturaram, que violaram suas mulheres, que os exterminaram num dos genocídios mais…

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Núcleo patriarcal

Tradução do Eduardo Vasco, Diário Liberdade  Vivemos em sociedades patriarcais, misóginas e machistas; como resultado desse padrão, a violência contra a mulher é sistemática e estrutural. E também, por mais indigno que seja, é uma violência normalizada porque a mulher ainda é vista como um objeto que pertence à pessoa que a compra. Por essa razão, vemos pais, irmãos, avós, amigos, amantes, companheiros, acreditando-se donos de suas filhas, irmãs, netas, amigas, amantes e companheiras. E o mesmo com estranhos, eles acreditam que são donos de qualquer mulher que se sentem livres para excluí-las, insultá-las, golpeá-las, estuprá-las, matá-las e desaparecer.

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Lenín Moreno, o grande traidor do progressismo latino-americano

Tradução do Eduardo Vasco, Diário Liberdade  Apenas alguns meses atrás celebrávamos a vitória de Lenin Moreno, que prometeu dar continuidade à Revolução Cidadã que Rafael Correa iniciou; ele resultou ser uma fraude, dando o pior golpe ao progressismo latino-americano na última década: Lenin Moreno mordeu a mão daquele que o alimentava. Moreno superou Temer, seu ódio por seu país foi mais longe, assim como Temer não suportou a luz de seus presidentes, Temer não poderia com Dilma e Moreno nunca poderá com Rafael Correa, porque Correa, como Dilma, é simplesmente imortal na memória dos povos.

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O encanto do Che

Tradução do Eduardo Vasco, Diário Liberdade  Os Estados Unidos são um país com uma diversidade de culturas, impressionante. À beira de um semáforo, à espera de atravessar a avenida, pode haver cinquenta pessoas e todos são de países diferentes e todos têm uma história, um passado, uma raiz. A quantidade de religiões e o pensamento político também são variados. Em uma reunião social, em um restaurante, em um supermercado simples ou no parque você pode encontrar uma variedade de culturas e línguas que são impossíveis de identificar. E conheci pessoas de países que não sabia que existiam e que tiveram…

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O encantamento do Che

Tradução do Revista Diálogos do Sul  Os Estados Unidos é um país com uma diversidade de culturas impressionante. Parados num semáforo, esperando cruzar uma avenida, podem passar cinquenta pessoas e todas são de diferentes países e todas têm uma história, um passado, uma raiz. A quantidade de religiões e pensamento político é também assim de variada. Em uma reunião social, num restaurante, num simples supermercado ou no parque pode-se encontrar uma variedade de culturas e idiomas que é impossível identificar. Já me encontrei com pessoas de países que eu nem sabia que existiam e que tiveram que me mostrar no mapa,…

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Por que o neoliberalismo avança pela América Latina?

Tradução do Eduardo Vasco,  Diário Liberdade   Pelo gene natural de autodestruição que temos como humanidade. Esse ego próprio, o egoísmo, ou seja, ganhar todo o possível sem se importar que o outro fique sem nada.  A partir desse gene, podemos dividir os diferentes aspectos que nos levam a tentar analisar o comportamento coletivo de nossas sociedades antes da política neoliberal que nos arrasa. Neoliberalismo que sempre esteve presente porque é patriarcal e somos sociedades patriarcais, portanto, os resultados são de domínio, ódio, roubo e manipulação. O patriarcado não é apenas misógino, também é racista e elegante, terrivelmente homofóbico. O…

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No futebol, como na vida

Tradução do Eduardo Vasco,  Diário Liberdade   O futebol é a paixão das paixões e é algo que não está em discussão. Todos nós sabemos disso. Como a paixão tem a irreverência de nos fazer vibrar em uníssono, onde quer que estejamos, fale o idioma que falamos; pelo seu caráter universal. O objetivo é o mais próximo de tocar o firmamento com as pontas dos dedos; Quem marcou um gol conseguiu a imortalidade, então o jogo está em uma rua no subúrbio e com bola de trapo. A paixão (como eu chamo o futebol) é a coisa mais bonita que…

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Escrever

Tradução do Eduardo Vasco,  Diário Liberdade   Escrever, escrever, escrever. Escrever se chove, se faz sol, se está nublado, à luz de vela, na pressa, no silêncio, na madrugada, ao meio dia, no banheiro, no ônibus, na rua, no fim da extirpação. Escrever na embriaguez, na sobriedade, na agonia, no pranto, na perda, no abandono. Na alienação. Na abundância. No vício. Apesar das circunstâncias, escrever.

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Ilka Oliva: Foram as letras que deram voz ao vazio insondável que me habita

Tradução do Revista Diálogos Do Sul  Ilka Oliva é uma escritora guatemalteca que vive nos Estados Unidos há quase 15 anos. Migrou de maneira irregular, depois de sofrer uma decepção profissional. Os desafios que tem enfrentado não a impediram de sobressair na escrita. Já publicou 12 livros que foram traduzidos para vários idiomas e faz parte da esquipe de colaboradores da Diálogos do Sul. Mariela Castañón Ilka Oliva concedeu uma entrevista a “La Hora Voz del Migrante” e explicou as razões de estar longe da Guatemala, a situação das pessoas migrantes, os desafios e as metas alcançadas. LH / Voz…

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Os párias na solidão do esquecimento

Tradução do Eduardo Vasco,  Diário Liberdade   Não chegam a ser nem os últimos da fila, são os do subsolo, os do esgoto, os das valas feitas a picareta e talhadeira, os que carregam em seus ombros o insulto e a insolência de uma sociedade indolente e hipócrita que os desonra. Os explorados a todas as horas, todos os dias, em qualquer lugar. Os do lombo bronzeado e das mãos calejadas, os da alma ferida milenarmente. Os do olhar transparente e peito riscado. Os párias, os cheira-cola, os camelôs, os índios de pés rachados, as putas da periferia, os aldeões,…

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