Médicos cubanos demonstraram ao mundo que, apesar do bloqueio, resposta está na solidariedade

Tradução do Beatriz Cannabrava, Revista Diálogos do Sul No meio de um sistema putrefato, infestado de corrupção e impunidade que carcome até os últimos alicerces da sociedade guatemalteca e leva à sua passagem as vidas de milhares de vítimas, se destaca uma brigada médica que carrega nos ombros os mais vulnerados, porque chega até onde os médicos nacionais não vão. E são os médicos cubanos dispostos a enaltecer o trabalho de salvar vidas.  Um bando de criminosos que colocam suas marionetas no governo de turno se encarregou de arrasar com os recursos e com isto fazer sucumbir o povo ajoelhado…

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Genocídio palestino é realizado há décadas por Israel e humanidade nada faz para ajudar

Tradução do Beatriz Cannabrava, Revista Diálogos do Sul Das ditaduras na América Latina se disse que era muito difícil reproduzir a informação devido à repressão e às limitações técnicas, e o que tinham que fazer os jornalistas estrangeiros eram mil malabarismos para que se conseguisse tirar do país, dar a conhecer e, por isso se ficou tanto tempo no silêncio e no esquecimento.   A tecnologia avançou e os tempos mudaram; vemos hoje a própria população usando seus telefones celulares e reproduzindo em tempo real o que acontece em seus países; as imagens se reproduzem no nível mundial em questão de…

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Reforma tributária foi gota d’água para que Colômbia fosse às ruas buscar justiça pelo fim da ditadura

Tradução do Beatriz Cannabrava, Revista Diálogos do Sul Em 2015 foi a Guatemala, se manifestando contra a corrupção nos sábados de ir tomar sol para bronzear-se.  A América Latina se assombrava de ver a submissa e feliz sociedade guatemalteca rebelar-se finalmente depois de eleger um genocida como presidente; não se manifestavam pedindo justiça pelas vítimas do genocídio, que negavam, mas sim por corrupção. Mas algo é algo, dadas as circunstâncias de uma muito fraca memória histórica. Levaram um gol de placa quando puseram Jimmy Morales na presidência e depois disso foram sozinhos para a matadouro quando votaram também em Giammattei, tão…

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Não importa quanto tempo leve, é preciso superar os traumas da infância para alcançar a emancipação na vida adulta

Tradução do Beatriz Cannabrava, Revista Diálogos do Sul Quando os terrenos se elevavam em nuvens de poeira nas ruas recém feitas na Cidade Peronia, chegou uma família que montou uma venda de tortilhas e que alugava bicicletas. Para ter esses dois negócios em um arrabalde cheio de gente empobrecida, essa gente tinha dinheiro, três empregadas (indígenas) que preparavam as tortilhas e os homens da casa eram encarregados do negócio das bicicletas, que eram dezenas. Tudo isso no início da década dos noventa.   No arrabalde ninguém tinha dinheiro para alugar uma bicicleta. Então o que fazíamos era uma vaquinha entre todos…

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Semitas, pão de arroz e salporas: Na Guatemala, cozinhar é como fiar o tecido dos ancestrais

Tradução do Beatriz Cannabrava, Revista Diálogos do Sul Vovó, e falando de Comapa, a senhora sabe como se fazem as “semitas”? perguntei para minha avó depois de 17 anos na diáspora, e até eu me surpreendi. Como é possível, negra, me disse, que não tenha perguntado antes a receita das “semitas” de sua avó? Vovó começou a me ditar os ingredientes das “semitas”, do pão de arroz, das queijadinhas e das “salporas”. Peguei uma folha de papel e anotei. Vai experimentando o açúcar, me disse, e vai provando a cada pouco e aí você vai pondo mais se precisar. Tantos…

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Liliana Foresi: Censurada e perseguida há 30 anos, jornalista merece reparação pública

Tradução do Beatriz Cannabrava, Revista Diálogos do Sul Liliana López Foresi, é uma referência do jornalismo comprometido, não com os que subornam, nem com os que destroem, mas com os que resistem e se irmanam quando as coisas andam mal. É um mito, uma lenda do jornalismo que muitos da oligarquia argentina através dos anos tentaram desvanecer. Quem pensa em jornalismo humano, indispensável, responsável, com enfoque de gênero e ético na Argentina sabe que tem uma representante: Liliana López Foresi.  Mas, se Liliana é tão importante para os alicerces do jornalismo feminino com opinião política na Argentina, por que continua…

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Na Guatemala, apagou-se do sistema educativo toda evidência dos tempos nefastos da ditadura

Tradução do Beatriz Cannabrava, Revista Diálogos do Sul Para não ir tão longe, aí está o país vencido, que com tudo o que passou em tempos de ditadura era para que a estas alturas, em lugar de neoliberalismo e desmemoria, a sociedade tivesse reconstruído seu tecido social, encarcerado os que cometeram crimes de lesa humanidade a partir do governo e levantado a infraestrutura.  Mas, pelo contrário, está em puro osso. A mesma sociedade carniceira dedicou-se a negar o genocídio, a menosprezar os familiares das vítimas do Conflito Armado Interno, e a se dedicar a ver preguiçosamente e apaticamente como desmantelam…

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Guatemala: É hora de sair das redes sociais e ocupar as ruas que são testemunhas da história

Tradução do Beatriz Cannabrava, Revista Diálogos do Sul Deveríamos ter um mínimo de vergonha, já que não temos coragem. Um mínimo de indignação que nos tire das redes sociais que aguentam tudo e ocupar as ruas que são testemunhas da história do país. É fácil a comodidade de uma rede social, mas isso é maquiagem, um verniz, palavrório, oratória; aí não se conseguem as mudanças de raiz e a Guatemala é um país podre. Responsabilidade da própria sociedade mestiça e urbana, incapaz de se unir aos povos originários em sua enorme dignidade e força de luta, que têm a coragem…

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Covid veio para mostrar o pior da humanidade e arranhar as bolhas em que vivemos

Tradução do Beatriz Cannabrava, Revista Diálogos do Sul Muitos definiram este 2020 como o ano maldito, por causa do vírus. Mas esse vírus é apenas um dos milhares que existem, não é o único que mata: por exemplo, a insensibilidade mata mais pessoas. Dar as costas e fingir ignorar o que nos confronta: o racismo, o classismo e o esquecimento. Meter-nos em nossas bolhas e fechá-las com sete chaves porque tudo o que aconteça lá fora, o que vivam outros, não nos interessa. Por isso é que vemos tantas crianças morando na rua e morrer aí mesmo e não nos…

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Feminicídio: Principal criminoso é o Estado com políticas que negam direitos às mulheres

Tradução do Beatriz Cannabrava, Revista Diálogos do Sul É política de Estado em sociedade com governos neoliberais a violência contra a mulher e as massas empobrecidas e exploradas. Antes do braço armado está o recurso da religião que manipula emocionalmente os excluídos, mas que violenta duplamente as mulheres por seu gênero. Em nome da fé, amparados por religiões misóginas, muitos homens exercem a violência de gênero a tal grau que chega ao feminicídio. Isso não é novo, não estamos descobrindo a água com açúcar. Mas um estado ausente, infestado de corrupção, onde se propaga o machismo, a misoginia, a homofobia…

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Com talento sobrenatural, Clarice Lispector deu ao Brasil a maior das glórias em literatura

Tradução do Beatriz Cannabrava, Revista Diálogos do Sul Este texto pertence à série As Insurrectas A grande Clarice Lispector completa 100 anos.  A escritora que nunca acreditou que fosse extraordinária, havia demasiada pureza em sua alma para caminhar pela vida com o ego da intelectualidade. Seus textos abriam passagem entre a vida diária, com a máquina de escrever sobre os joelhos enquanto cuidava de seus filhos pequenos. A casa própria de que fala Virginia Woolf foi para Clarice essa máquina de escrever que a salvou do vazio.  Clarice, que cresceu na pobreza, emigrante desde criança, que falava o português com…

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Luto mundial por Maradona reflete importância que o futebol tem para a periferia

Tradução do Beatriz Cannabrava, Revista Diálogos do Sul O futebol é do povo, da periferia. Como o são as flores silvestres, a hera, o mato e as ruas enlodadas. As casinhas de adobe, de luta, a fome, os sonhos inalcançáveis, o lombo maciço e curtido, a cabeça em alto, a mão amiga, o ombro que apoia, a mirada que leva a alma nas pupilas. Os turnos de trabalho fora de hora, o sol e o frio pegados na pele. E os povos não têm fronteiras, nem idiomas, religião, nem nacionalidade, se compactam em um só, todos os povos são um…

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