Busco somente aproximar o leitor dos meus libros

Tradução do Eduardo Vasco, Diário Liberdade  Por Mariela Castañón, diario La Hora    A escritora guatemalteca Ilka Oliva, que atualmente reside em Chicago, anunciou seu novo projeto: uma “editora artesanal”, que consiste na edição e colagem de seus próprios livros, usando recursos básicos, com o único propósito de aproximar os leitores de seus livros.   Ilka, uma mulher empreendedora, também abre espaço para outros autores, aos quais foi negada a publicação de seus textos. Em entrevista ao jornal La Hora Voz del Migrante, ela explica detalhes de seu projeto.   LH Voz del Migrante: O que é a editorial Ilka?…

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Dos campos às cabines de TV: as meninas também jogam (e entendem de) futebol

Tradução do Revista Diálogos do Sul  Cheguei aos “campos do lago”, assim são chamados os campos de futebol que estão em frente à praia da Rua Montrose, e minha grande surpresa foi ver times mistos de meninas e meninos; não pude conter o pranto pela emoção, aquele instante para mim foi catártico. Na minha infância, tinha crescido brigando com moleques, desafiando-os com socos para lutar por meu lugar no campo. Diziam-me que o futebol não era coisa de meninas, que fosse brincar com bonecas e lavar pratos. Eu em resposta os desafiava e dizia que iam ver que eu não estava…

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Uma primavera de milhões de Lulas

Tradução do Eduardo Vasco, Diário Liberdade  Em 1958 foi descoberta, quase por acaso e em sua própria casa, a cronista e poeta da favela, Carolina Maria de Jesus, que se encarregou de retratar seu dia a dia em seu diário: a vida nas favelas do Brasil. Uma realidade crua, de miséria, de abuso, de exclusão, e uma realidade também de sonhos, de lealdade e de amor puro. Muito pouco conhecida na América Latina, Carolina Maria de Jesus traduziu em suas letras a essência dos subúrbios brasileiros, os mesmos que em fervente amor têm saído às ruas para defender um operário…

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Na América Latina, floresce uma primavera de milhões de Lulas

Tradução do Revista Diálogos do Sul    “Lula se encontra nas veias dos párias, veias que fazem da América Latina um imenso rio amazônico que nutre povos inteiros, povos que vêm caminhando, descalços, dançando com batucadas, em busca da verdejante primavera que os espera com a beleza das flores em botão”. Por volta de 1958 foi descoberta, quase por acaso e em seu próprio habitat, a cronista e poeta da favela, Carolina Maria de Jesus, que se encarregou de retratar em seu diário seu dia a dia, a vida nas favelas do Brasil. Uma realidade crua, de miséria, de abuso, de exclusão e uma…

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Do México ao Brasil, ofensiva neoliberal faz América Latina retroceder cem anos

Tradução do Revista Diálogos do Sul  Marco Rubio, senador republicano de origem cubana, escreveu na sua conta do twitter há alguns dias: “O mundo apoiaria as Forças Armadas na Venezuela se decidissem proteger seu povo e restaurar a democracia tirando o ditador [do poder]”. Ninguém o condenou. Agora imaginemos que um personagem como Diosdado Cabello escrevesse algo similar, mas referente aos Estados Unidos, ou o próprio Nicolás Maduro, como vocês acham que reagiriam os Estados Unidos? Aqui vai outro exemplo, aproveitando a oportunidade: Todd Robinson, ex-embaixador na Guatemala, que metia sua colher até em reuniões de prefeitos departamentais, agora encarregado de…

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As párias da sociedade antes, durante e depois do 8 de março

Tradução do Revista Diálogos do Sul  A empregada doméstica continuará sendo empregada doméstica, sem direitos trabalhistas nem direitos humanos. Todo os dias humilhada, na merda. A boia-fria seguirá sendo boia-fria, excluída e violentada, trabalhando com as costas doendo de sol a sol, os 7 dias de semana. O feminismo não chega até os galpões onde dormem no chão. A tecelã continuará sofrendo em uma fábrica, sem direito nem para ir ao banheiro em horas de trabalho.

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América Latina retrocede cem anos

Tradução do Eduardo Vasco, Diário Liberdade  Marco Rubio, senador republicano de origem cubana, escreveu em sua conta do twitter nos últimos dias: “O mundo apoiaria as Forças Armadas na Venezuela se eles decidissem proteger seu povo e restaurar a democracia, removendo o ditador (do poder)”. Nada lhe pede o corpo. Agora, imaginemos que um personagem como Diodado Cabello escrevesse algo similar mas referente aos Estados Unidos, ou o próprio Nicolás Maduro, como acham que os EUA reagiriam?

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A resistência dos açafrões

Tradução do Eduardo Vasco, Diário Liberdade  Eles pensam que não tem mais falta, que conseguiram pulverizar os anseios e que eles rasparam as raízes dos açafrados do campo. Eles pensam que deixaram as árvores sem cascas, sem forças, em terras corroídas. Eles acreditam que tudo é uma avalanche. Mas todo cipreste selvagem, nascido nas rochas, mostra o contrário. Eles pensam que eles silenciaram a música do goldfinch, mas os rebanhos que atravessam o horizonte mostram que existem trinos impossíveis de matar e que há belezas e liberdades deslumbrantes que nenhum ódio pode obscurecer.

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O abandono do sul de Chicago

Tradução do Eduardo Vasco, Diário Liberdade  O sul de Chicago é a decadência, é uma grande cidade que desmorona, ruas deterioradas, edifícios prestes a colapsar nas cabeças dos inquilinos que, na sua maioria, são afrodescendentes e latino-americanos indocumentados: mexicanos e centro-americanos. Mal pagos, explorados em seus empregos, estigmatizados e constantemente assediados pela polícia. O sul de Chicago parece um filme de ficção científica, daqueles futuristas que mostram o fim da humanidade. Muito parecido com a decadência das cidades fronteiriças entre o México e os Estados Unidos; onde o único que existe é balas, bares, sequestros e casas ou armazéns onde…

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O falso feminismo das marchas anti-Trump

Tradução do Odiario.info   Nota de ODiario.info Um texto escrito com indignação, e talvez com excessiva exigência face à realidade dos EUA. Realidade politicamente bloqueada que tivera no cenário de pesadelo das eleições presidenciais a mais grotesca expressão: escolher entre Hillary Clinton e Donald Trump. E o bloqueio prossegue no próprio “movimento anti-Trump,” esteja ele refém de questões “de género” ou de quaisquer outras. Marchas de feministas pró-Hillary Clinton. Não é necessário ter muito discernimento para saber que estas manifestações são manipuladas e que têm interesses que nada têm a ver com os direitos de género. Entretanto, entendo a genuinidade da…

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O racismo como DNA da humanidade

Tradução do Eduardo Vasco, Diário Liberdade  Toda vez que um vídeo da violência da polícia americana contra os afrodescendentes vem à luz, as notícias se espalham como incêndios e circulam pelo mundo. Em seguida, as etiquetas começam nas redes sociais com repúdio e padrões duplos. Mas eu vivo nos Estados Unidos e vi como os asiáticos discriminam os negros e os latinos, ou como os latinos discriminam os asiáticos e os negros. Ou como os negros discriminam os asiáticos e os latinos. Um negro é tão racista, um latino, um asiático, um europeu que um anglo-saxão, por quê? Porque o…

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O inverno como sossego e fortalecimento

Tradução do Eduardo Vasco, Diário Liberdade  No inverno, o céu fica de cor cinza e as nuvens densas descem para perambular pelas ruas da grande cidade; uma neblina gelada que faz com que os transeuntes despejados lamentem aquela estação que eles chamam de mau tempo. O humor diminui, os resfriados aumentam e a depressão se torna o sofrimento da estação. As pessoas muitas vezes são vistas amaldiçoando o vento frio, a neve acumulada, os dias cinzentos e os espessos flocos quando começa a nevar. Em sua raiva, eles são incapazes de desfrutar da magia que a natureza lhes dá: um…

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Quando é que a esquerda latino-americana vai se unir?

Tradução do Revista Diálogos do Sul  Este momento, este preciso momento que vive América Latina, é a cúspide do neoliberalismo que triunfa sobre a Memória Histórica. Vê-se desde longe que é apoteótico. Era previsível, era só uma questão de tempo chegarmos a este ponto de incoerência porque estamos cheios de gerações sem memória e sem identidade. E sem o desejo de acusar ou de buscar um culpado, assim porque sim, mas sim de chamar as coisas por seu nome, a esquerda latino-americana em seu divisionismo – mais por causa do ego que por outra coisa – em seu machismo, misoginia e…

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Gerações sem memoria

Tradução do Eduardo Vasco, Diário Liberdade  O que está acontecendo na América Latina agora, deve ser de vital importância para gerações de esquecimento. Todo mundo com 40 anos e menos é considerado parte da geração do esquecimento. Todo mundo que nasceu durante as ditaduras ou pós-ditaduras foi injetado com o gene da ignorância e do esquecimento coletivo. Nós pertencemos à geração de negação. Somos o produto de um plano baseado nesse objetivo: criar gerações vencidas, chambonas, ineptas, egoístas, consumistas e insensíveis. Alguns abalos em toda a extensão da palavra.

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A doméstica como escrava

Tradução do Revista Diálogos do Sul  Serviçal, empregada, criada, doméstica, babá, diarista; a empregada doméstica é conhecida por uma infinidade de nomes. No entanto é a empregada mais importante e paradoxalmente a mais mal paga, a explorada e a escravizada em um modelo de sociedade que utiliza parias como trampolim; como escada, como o suporte mais importante para sustentar a exploração de uns para benefício de outros. Infinidade de teorias, estudos, conceitos e definições podem ser escritos em tomos e mais tomos para justificar a existência da doméstica, mas esse trabalho não tem qualquer justificação; é a exploração de uma mulher…

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