De avental e diploma na mão, vendedora ambulante emociona ao se orgulhar de raízes

Tradução do Beatriz Cannabrava, Revista Diálogos do Sul Dentro das nefastas notícias que ocorrem na América Latina nos últimos dias, apareceu como uma poção de esperança o sorriso de uma menina salvadorense de 16 anos que decidiu ir receber seu diploma de segundo grau vestida com seu avental, pois é vendedora ambulante. Ultimamente muito poucas coisas me emocionam até as lágrimas; ver Daniela com seu avental e sentindo-se sumamente orgulhosa de seu diploma e de seu esforço fez com que um raio de luz iluminasse não só o momento, mas também o meu fim de semana. Na nota publicada nas…

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O silêncio diante da censura e a cumplicidade criminal com os delitos mais cruéis

Tradução do Beatriz Cannabrava, Revista Diálogos do Sul Existem muitas maneiras de sermos covardes, patifes e ruins, há muitas maneiras de matar sem puxar o gatilho, muitas maneiras de estuprar sem tocar um corpo Existem muitas forma de ser covardes, canalhas e maus, existem muitas formas de matar sem apertar o gatilho, de violar sem tocar um corpo, e todas se compactam no silêncio; guardando silêncio ante o opróbrio violentamos e assassinamos duplamente; nos convertemos em cúmplices do delitos mais cruéis, quando nos escudamos em ideologias e religiões como pretexto para esconder nossa mediocridade e miséria de ingratos desumanizados, aleivosos…

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Escritora guatemalteca Ilka Oliva Corado é homenageada em sua cidade natal

Tradução do Beatriz Cannabrava, Revista Diálogos do Sul Em agradecimento, escritora enfatizou a honra que recebe com alegria, porque é de seu lugar de origem que aprofunda sua raiz e sua identidade A escritora guatemalteca Ilka Oliva Corado foi reconhecida no dia 6 de novembro, na Feira Pecuária de Jutiapa. Sua trajetória, produção e qualidade literária foram tomadas em conta para reconhecê-la. Joel Contreras, enlace da Casa da Cultura de Jutiapa, propôs a Oliva Corado e explicou que antes da inauguração da Feira houve uma convocatória para os Jogos Florais e foram propostos nomes de poetas a quem podiam ser…

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A pintura como deleite e a escrita como catarse: a salvação humana que vem das artes

Tradução do Beatriz Cannabrava, Revista Diálogos do Sul Quando escrevo é como se abrisse uma torneira de pressão e saísse água aos borbotões, mas com a pintura é outra coisa, pintar me provoca satisfação Minha cama não tem cabeceira, reparei nisso há dois dias quando quis ler à noite e senti dor no lombo prensado na parede; se eu puser uma, não cabe a cadeira na qual me sento para escrever diante da minha escrivaninha, e prefiro escrever. Meu estúdio-quarto está cheio de quadros que tapam as paredes junto a uma guitarra pendurada ao lado de dois captura-sonhos. Esse estúdio-quarto…

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As insurgentes: Alice Munro e a falta de glamour que levou o Nobel da Literatura

Tradução do Beatriz Cannabrava, Revista Diálogos do Sul “A questão é ser feliz. A todo custo. Tente. É possível, e logo se faz ainda mais fácil” “Escrevi meu primeiro romance porque queria lê-lo”. – Toni Morrison.   A agudeza da escrita de Alice Munro está marcada pela simplicidade e naturalidade com que conversaria qualquer dona de casa com suas amigas na cozinha enquanto prepara o almoço para os filhos.  Alice escreve com a inocência com que falam as mulheres que trabalham limpando quartos de hotel e das que nos povoados inóspitos passam as tardes lavando roupa nos tanques públicos.  Escreve assim, porque…

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Romper com rivalidade entre mulheres imposta pelo patriarcado é nossa missão de gênero

Tradução do Beatriz Cannabrava, Revista Diálogos do Sul Não podemos deixar às gerações que estão por vir um legado de indiferença, de rancores, de discriminação O domínio patriarcal pensa que nós mulheres devemos sentir inveja entre nós, agradece quando nos odiamos, nos culpamos, quando nos dispersamos em lugar de unir-nos. Quando estamos distribuindo rasteiras para ver cair aquela que acreditamos ser nossa rival. A rivalidade entre mulheres é produto dos padrões patriarcais com os quais crescemos e que estão em todos os âmbitos da sociedade. Romper com isso é nossa missão de gênero. Não podemos deixar às gerações que estão…

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As insurgentes: Dona Julia

Tradução do Beatriz Cannabrava, Revista Diálogos do Sul Uma personagem rebelde, inconformada, que não se dobrou diante do sistema patriarcal e depredador da classe operária. Eu teria por volta de 8 ou 9 anos quando a conheci, ela por volta dos 70; seu local de trabalho era a parada de ônibus da Cidade Peronia; Dona Julia tinha olhos azuis de céu desnudo de verão e usava roupa de segunda mão que comprava nos brechós, sempre limpa, seu garbo natural fazia com que parece uma prenda fina recém comprada; seus vestidos longos de musselina e camurça que combinava com cachecóis e…

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A nostalgia guatemalteca que não se pode alcançar vivendo nos Estados Unidos

Tradução do Beatriz Cannabrava, Revista Diálogos do Sul Para minha pena tenho a certeza de que o sabor daquelas magdalenas de antanho da Guatemala não existe mais Há muito tempo tenho desejo de comer uma magdalena, uma magdalena que tenha o sabor das magdalenas da Guatemala na década de 90, mas já passaram 29 anos e vivo nos Estados Unidos, a longas léguas de distância e para minha pena tenho a certeza de que o sabor daquelas magdalenas de antanho não existe mais; isso aviva ainda mais meu desejo de comprar uma magdalena, sim, uma magdalena dessas, daquelas magdalenas que…

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Atrever-se a curar a ferida

Tradução do Eduardo Vasco, Diário Liberdade Não importa se a primeira expressão surge com medo, raiva, raiva, impotência ou frustração e é por isso que ela ressoa e lança chamas ou queima como brasas; se ele arranhar, se gritar, se chorar de forma lamentável ou se der um soco no vazio; realmente isso não é o importante, o importante é que a ferida começou a cicatrizar. Não importa se os degraus são vacilantes, se são três para frente e um para trás, se vai para o lado ou em ziguezague, o que realmente importa é ficar de pé e tentar…

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