Migrar mortos em vida para morrer mil vezes mais

Tradução do Eduardo Vasco, Diário Liberdade Os traços mais visíveis das ditaduras impostas pelos Estados Unidos na América Latina podem ser vistos todos os dias nos milhares de migrantes que são forçados a deixar seus países de origem para tentar salvar suas vidas e obter abrigo e comida nos Estados Unidos. ; que é apresentado por especialistas em mentiras como a Meca, como a água que mata a sede, como a terra onde todos os sonhos se tornam realidade. Uma América Latina empobrecida pelos governos neoliberais depois de ditaduras compostas de multidões de corruptos e saqueadores; que criaram gangues de…

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Venezuela: a grande lição

Tradução do Eduardo Vasco, Diário Liberdade Apoiando Maduro, o povo venezuelano segue fiel ao sonho libertador do Niño Arañero [como é apelidado Hugo Chávez, NT]. Não adiantaram de nada os milhões de dólares que gastaram os intervencionistas e as oligarquias latino-americanas em propaganda e midiatização, tentando desacreditar a inteligência natural, a dignidade e a Memória Histórica do povo venezuelano que não se deixa enganar com as artimanhas dos conspiradores. Eles, mais que ninguém, sabem que um voto mal dado pode levá-los de volta ao retrocesso, como ocorreu com a maioria dos países latino-americanos nos que o voto foi manipulado: com…

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O que o patriarcado deve a Evita Perón

Tradução do Revista Diálogos do Sul  A história tem sido ultrajada desde a idade da humanidade por seres patriarcais, misóginos, homofóbicos, racistas, classistas, xenofóbicos, e no caso particular da América Latina, seres de mentes colonizadas têm se encarregado de invisibilizar mulheres como Evita, que nunca aceitaram o jugo patriarcal e jamais dormiram sob o ronrom das delícias do poder e que, pelo contrário, foram suas maiores críticas. Evita é a poesia da rebelião dos povos. O patriarcado que carece de ideologia a coloca na história como um ser passional, jamais a viu como um ser intelectual com um raciocínio de poucos e…

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O que o patriarcado deve a Evita

Tradução do Eduardo Vasco, Diário Liberdade  A história que tem sido ultrajada desde o início da humanidade por seres patriarcais, misóginos, homofóbicos, racistas, classistas, xenófobos e, no caso particular da América Latina, seres de mente colonizada se encarregaram de invisibilizar mulheres como Evita, que nunca se ajoelharam ao jugo patriarcal e que nunca dormiram no esbanjamento dos méis do poder, mas pelo contrário: foram suas maiores críticas. Evita é a poesia da rebelião dos povos. O patriarcado que carece de ideologia coloca-a na história como um ser apaixonado, nunca o viu como um ser intelectual com um raciocínio de poucos…

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Busco somente aproximar o leitor dos meus libros

Tradução do Eduardo Vasco, Diário Liberdade  Por Mariela Castañón, diario La Hora    A escritora guatemalteca Ilka Oliva, que atualmente reside em Chicago, anunciou seu novo projeto: uma “editora artesanal”, que consiste na edição e colagem de seus próprios livros, usando recursos básicos, com o único propósito de aproximar os leitores de seus livros.   Ilka, uma mulher empreendedora, também abre espaço para outros autores, aos quais foi negada a publicação de seus textos. Em entrevista ao jornal La Hora Voz del Migrante, ela explica detalhes de seu projeto.   LH Voz del Migrante: O que é a editorial Ilka?…

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Dos campos às cabines de TV: as meninas também jogam (e entendem de) futebol

Tradução do Revista Diálogos do Sul  Cheguei aos “campos do lago”, assim são chamados os campos de futebol que estão em frente à praia da Rua Montrose, e minha grande surpresa foi ver times mistos de meninas e meninos; não pude conter o pranto pela emoção, aquele instante para mim foi catártico. Na minha infância, tinha crescido brigando com moleques, desafiando-os com socos para lutar por meu lugar no campo. Diziam-me que o futebol não era coisa de meninas, que fosse brincar com bonecas e lavar pratos. Eu em resposta os desafiava e dizia que iam ver que eu não estava…

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Uma primavera de milhões de Lulas

Tradução do Eduardo Vasco, Diário Liberdade  Em 1958 foi descoberta, quase por acaso e em sua própria casa, a cronista e poeta da favela, Carolina Maria de Jesus, que se encarregou de retratar seu dia a dia em seu diário: a vida nas favelas do Brasil. Uma realidade crua, de miséria, de abuso, de exclusão, e uma realidade também de sonhos, de lealdade e de amor puro. Muito pouco conhecida na América Latina, Carolina Maria de Jesus traduziu em suas letras a essência dos subúrbios brasileiros, os mesmos que em fervente amor têm saído às ruas para defender um operário…

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Na América Latina, floresce uma primavera de milhões de Lulas

Tradução do Revista Diálogos do Sul    “Lula se encontra nas veias dos párias, veias que fazem da América Latina um imenso rio amazônico que nutre povos inteiros, povos que vêm caminhando, descalços, dançando com batucadas, em busca da verdejante primavera que os espera com a beleza das flores em botão”. Por volta de 1958 foi descoberta, quase por acaso e em seu próprio habitat, a cronista e poeta da favela, Carolina Maria de Jesus, que se encarregou de retratar em seu diário seu dia a dia, a vida nas favelas do Brasil. Uma realidade crua, de miséria, de abuso, de exclusão e uma…

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Do México ao Brasil, ofensiva neoliberal faz América Latina retroceder cem anos

Tradução do Revista Diálogos do Sul  Marco Rubio, senador republicano de origem cubana, escreveu na sua conta do twitter há alguns dias: “O mundo apoiaria as Forças Armadas na Venezuela se decidissem proteger seu povo e restaurar a democracia tirando o ditador [do poder]”. Ninguém o condenou. Agora imaginemos que um personagem como Diosdado Cabello escrevesse algo similar, mas referente aos Estados Unidos, ou o próprio Nicolás Maduro, como vocês acham que reagiriam os Estados Unidos? Aqui vai outro exemplo, aproveitando a oportunidade: Todd Robinson, ex-embaixador na Guatemala, que metia sua colher até em reuniões de prefeitos departamentais, agora encarregado de…

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As párias da sociedade antes, durante e depois do 8 de março

Tradução do Revista Diálogos do Sul  A empregada doméstica continuará sendo empregada doméstica, sem direitos trabalhistas nem direitos humanos. Todo os dias humilhada, na merda. A boia-fria seguirá sendo boia-fria, excluída e violentada, trabalhando com as costas doendo de sol a sol, os 7 dias de semana. O feminismo não chega até os galpões onde dormem no chão. A tecelã continuará sofrendo em uma fábrica, sem direito nem para ir ao banheiro em horas de trabalho.

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América Latina retrocede cem anos

Tradução do Eduardo Vasco, Diário Liberdade  Marco Rubio, senador republicano de origem cubana, escreveu em sua conta do twitter nos últimos dias: “O mundo apoiaria as Forças Armadas na Venezuela se eles decidissem proteger seu povo e restaurar a democracia, removendo o ditador (do poder)”. Nada lhe pede o corpo. Agora, imaginemos que um personagem como Diodado Cabello escrevesse algo similar mas referente aos Estados Unidos, ou o próprio Nicolás Maduro, como acham que os EUA reagiriam?

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A resistência dos açafrões

Tradução do Eduardo Vasco, Diário Liberdade  Eles pensam que não tem mais falta, que conseguiram pulverizar os anseios e que eles rasparam as raízes dos açafrados do campo. Eles pensam que deixaram as árvores sem cascas, sem forças, em terras corroídas. Eles acreditam que tudo é uma avalanche. Mas todo cipreste selvagem, nascido nas rochas, mostra o contrário. Eles pensam que eles silenciaram a música do goldfinch, mas os rebanhos que atravessam o horizonte mostram que existem trinos impossíveis de matar e que há belezas e liberdades deslumbrantes que nenhum ódio pode obscurecer.

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O abandono do sul de Chicago

Tradução do Eduardo Vasco, Diário Liberdade  O sul de Chicago é a decadência, é uma grande cidade que desmorona, ruas deterioradas, edifícios prestes a colapsar nas cabeças dos inquilinos que, na sua maioria, são afrodescendentes e latino-americanos indocumentados: mexicanos e centro-americanos. Mal pagos, explorados em seus empregos, estigmatizados e constantemente assediados pela polícia. O sul de Chicago parece um filme de ficção científica, daqueles futuristas que mostram o fim da humanidade. Muito parecido com a decadência das cidades fronteiriças entre o México e os Estados Unidos; onde o único que existe é balas, bares, sequestros e casas ou armazéns onde…

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