Gerações vencidas

Tradução do Eduardo Vasco, Diário Liberdade

A América Latina, com suas várias cores, sua fecundidade, seus Povos Originários e seus mártires, é uma terra de contradições, entre elas as gerações vencidas; acomodadas na sombra do descaramento, o oportunismo e a indolência. Gerações que se negam a uma identidade própria e que pisam em todo o rastro de memória e dignidade. Sigue leyendo

Tráfico e abuso a migrantes indocumentados em trânsito

Tradução do Revista Diálogos Do Sul 

O pesadelo de migrar sem documentos é por si só terrível e a isso se agrega o fato de ser vítima de tráfico para exploração sexual, de trabalho e tráfico de órgãos; homens, mulheres e crianças, sendo as mulheres e crianças as mais vulneráveis. Sem deixar de mencionar a comunidade LGBTI que além de ser discriminada sofre um abuso maior devido à homofobia e o patriarcado.

A população indocumentada é exposta a todo tipo de abuso, tanto de máfias como de autoridades governamentais dos países de origem, trânsito, destino e retorno. Um migrante em trânsito vive em situação delicada devido ao status social que o expõe aos perigos e abusos por sua condição de indocumentado. Sigue leyendo

Tráfico e abuso de imigrantes indocumentados em trânsito

Tradução do Eduardo Vasco, Diário Liberdade

Por si só o pesadelo de imigrar é terrível a ponto de encaixar o indivíduo vítima de tráfico para exploração sexual, laboral e tráfico de órgãos; de homens, mulheres e crianças, sendo as mulheres e as crianças os mais vulneráveis. Sem deixar de mencionar a comunidade LGBTI que, além de ser discriminada, sofre um abuso maior devido à homofobia e patriarcado.

A indocumentada é uma população exposta constantemente a todo o tipo de abuso, tanto de máfias como de autoridades governamentais dos países de origem, trânsito, destino e retorno. Um imigrante em trânsito vive em situação delicada devido ao status social que o expõe aos perigos e abusos por sua condição de indocumentado. Sigue leyendo

Falemos de patriarcado

Tradução do Eduardo Vasco, Diário Liberdade

O patriarcado deveria ser tema de conversas, como quando falamos de futebol, de música, de literatura, de arte, de filmes…

Deveria se falar de patriarcado e suas consequências na escola, na universidade, em reuniões sociais, em todos os lados e todas as horas.

Por quê? Porque é nosso inimigo a ser vencido, e não é temática que envolve somente feministas, não é preciso ser feminista para falar de patriarcado; o patriarcado prejudica a todos, a uns mais que outros, porque não matam um homem por causa de seu gênero, uma mulher sim. Sigue leyendo

Grave erro ter liberado Leopoldo López

Tradução do  Diálogos do Sul

Uma coisa é um apelo à paz, ao diálogo que busca a paz, e outra é liberar o autor intelectual dos protestos de 2014 na Venezuela, que buscavam formar o caos que abrisse caminho para um golpe de Estado. Protestos que cobraram a vida de 43 pessoas. Tê-lo feito foi um grave erro do Governo venezuelano, jamais se deve negociar com o inimigo. O tipo que se salvou de ser preso em 2002, depois da agressão na embaixada de Cuba não é flor que se cheire.

Leopoldo López não é um preso político, não estava na prisão injustamente, estava cumprindo uma condenação por delitos comprovados. E, agora, com que cara vão enfrentar o povo venezuelano que tem apoiado incondicionalmente o Governo? O que é que vão dizer para essas pessoas que aguentaram insultos, golpes, feridas físicas, que perderam familiares, que mesmo temendo por suas vidas defenderam a Revolução? Sigue leyendo

Carta aberta a Cristina Fernández de Kirchner

Tradução do Eduardo Vasco, Diário Liberdade

No dia em que você esteve em Arsenal, enquanto falava às multidões, eu dirigia pelas ruas de Chicago, estava no trabalho e minha empregadora havia me enviado para fazer as compras, liguei o fone de ouvido no celular e escutei pelo Facebook sua reivindicação política; tive que estacionar de emergência quando você se apresentou ao jovem boliviano que trabalhava no corte de verduras; chorei como uma criança, senti que com isso você prestigiava todos os jornaleiros de todos os tempos. Em seu olher de imigrante se refletia os anseios de milhares, também os meus.

Só os imigrantes sabemos o que é viver em casa alheia. E nem te falo sobre os indocumentados, estou há 14 anos vivendo sem documentos nos Estados Unidos e trabalhando nos mil ofícios. O que me quebrou foi te ver, junto a ele, de igual para igual, chamando-o por seu nome, como ser humano, como ser de mudanças, e você aí com um projeto de governo e de sociedade que trate todos por igual com os mesmos direitos e oportunidades de desenvolvimento, esse foi um ato de consequência política e humana.

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Reestruturação da Operação Condor

Tradução do Diálogos do Sul  

Não importa quem seja o presidente de turno, o sistema capitalista é o mesmo. A cada mudança de administração são realizados reajustes, provocados mais pelo ego de cada presidente, porém a Operação Condor é a mesmas, não se move de lugar, está instalada de forma permanente. O que ocorre são reajustes de acordo ao tabuleiro político do neoliberalismo e do progressismo na região.

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Resistir, resistir, resistir

Tradução do Diálogos do Sul 

Teria sido tão fácil para a Cristina no dia seguinte ao fim do seu mandato agarrar suas coisas e viajar para o exterior; já havia cumprido o que lhe correspondia como chefe de governo. A mesma coisa podia ter feito Dilma quando lhe deram o golpe de Estado, o que era mais fácil: ir embora sem olhar para trás. Mas ficaram e não para estar de braços cruzados, a mesma coisa que fez Lula, que não parou nem um dia. 

Exemplos claros de convicção e da responsabilidade histórica como seres políticos em um tempo em que a maioria lava as mãos. É medular, a consciência política não se aprende, nasce da consciência do dia a dia quando se calça os sapatos do outro.

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Liquidar a Venezuela porque, morto o cão, a raiva acaba

Tradução do Eduardo Vasco,  Diário Liberdade

Falta muito pouco para que os EUA e seus cãezinhos invadam a Venezuela. Os primeiros a abrir espaço terrestre, marítimo e aéreo serão Brasil, Colômbia e Argentina, seus governantes já estão adestradamente bem comportados. Alguém acreditou no conto de “paz” de Juan Manuel Santos? Irão com seus tanques oxidados lançar bazucas contra seus irmãos: de sangue, de leite, de coração e de pátria.

A guerra midiática é descomunal, uma quantidade de informação desvirtuada que tem sido criada para proteger a manipulação dos indiferentes. Porque na vida se fede ou se cheira, não pode existir meio termo quando se trata de defender a soberania dos povos. No caso da Venezuela, se está com ela ou se está com o inimigo, não se pode ser imparcial e ficar em silêncio porque isso é encobrir o extermínio da Memória Histórica, a dignidade e a identidade dos povos: sua decisão democrática tomada.

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Os indocumentados na administração Trump

Tradução do Diálogos do Sul 

Qualquer forma de lucrar a custas do suor dos imigrante indocumentados é uma pechincha. É um negócio rentável como o de tráfico de pessoas para exploração sexual, trabalho escravo ou tráfico de órgãos. Por isso são os que mais sofrem, são os párias. Quem os defende?

É uma ingratidão o que fazem os meios de comunicação ao aterrorizar os indocumentados agora que Trump está presidente de Estados Unidos. Já de per se os migrantes vivem uma paranóia, com um medo instalado irreversível, vivem com a angústia de uma deportação ou que regressem ao inferno de onde saíram, fugindo, em busca de comida e refúgio. Salvar suas vidas. Há que ser pária para entender as migrações forçada.

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Resistir, resistir, resistir

Tradução do Eduardo Vasco,  Diário Liberdade

Teria sido tão fácil se Cristina, no dia seguinte do término de seu mandato presidencial na Argentina, pegasse suas coisas e fosse para o exterior, com o cumprimento total do que lhe correspondia como chefe de governo. Se o mesmo ocorresse com Dilma quando lhe deram o golpe de Estado, fazer o mais fácil: ir embora e não voltar atrás. Mas ficaram e não para ficar de braços cruzados, o mesmo para Lula, que não parou um dia sequer.

Exemplos claros de convicção e da responsabilidade histórica como seres políticos em um tempo no qual a maioria lava as mãos. É medular, a consciência política não se aprende, ela nasce do dia a dia quando um se coloca no lugar do outro.

O exemplo da Venezuela, em meio a uma crise política constante – porque isso é de todos os dias, desde que Chávez chegou ao poder – Maduro, no lugar de renunciar e se largar, surpreendeu com uma Assembleia Nacional Constituinte que deixou muitos de queixo caído. Coisa que exigem os povos da América Latina aos governos neoliberais que os reprimem. Jamais se verá um presidente de corte neoliberal convocar uma Assembleia Nacional Constituinte. E muito menos operária e feminista como disse o mesmo Maduro. Palavras poderosas que abrem uma brecha em termos de direito de gênero.

Um exemplo vital de resistência é o povo equatoriano que novamente votou em apoio à Revolução Cidadã, respaldando com isso o processo iniciado por Rafael. Um exemplo de lucidez, de agradecimento e de força coletiva, porque isso diz ao mundo que o Equador está disposto a defender o que tanto trabalho lhe custou reconstruir. Recordemos que somos povos maculados há milênios e que falar de progressismo e levá-lo à ação é uma obra titânica. Mais difícil ainda é conseguir sua permanência. Equador com isso nos deu uma aula.

A Bolívia com seu presidente indígena segue enfrentando o estigma milenar do racismo e abrindo caminho ao respeito e admiração pela resistência dos povos originários. Muito devemos aprender desse triunfo histórico da identidade sobre a exclusão. Nos ensinaram a ter vergonha do que somos há milênios e com isso nos enfraqueceram como latino-americanos irmãos.

Cada vez que um povo elege a um presidente de caráter neoliberal, todos perdemos. Perdemos em matéria de direitos humanos, justiça, educação e saúde, perdemos em identidade e progresso. Porque a única coisa que um sistema neoliberal leva aos povos é a destruição total e com isso a repressão, a fome e as migrações forçadas.

Cada vez que os meios de comunicação nos disserem que na Venezuela há ditadura e que Maduro é opressor, pensemos no México, na Guatemala, em El Salvador, em Honduras. Toquemos a realidade do Panamá, do Chile e da Colômbia, a tragédia do Peru e do Paraguai. Países que as ditaduras capitalistas têm deixado aos pedaços, sem moral, identidade e dignidade. Então tenhamos a capacidade e a responsabilidade de analisar as distintas realidades para ocupar nosso lugar na história e o que nos corresponde politicamente a partir de nossos lugares. Quando nos disserem que o progressismo é populista, acreditemos por que o é, o progressismo é povo.

Quando nos disserem que a Venezuela precisa de ajuda estrangeira e que por isso os Estados Unidos a invadirão para salvar esse povo, pensemos no que restou na América Latina após essas invasões estadunidenses. A Venezuela não precisa ser salva, ela caminha pelas próprias pernas, coisa que não conseguiu a maioria dos países latino-americanos.

Quando nos bombardearem com notícias falsas sobre a Venezuela, percebamos que eles querem nos convencer sobre o que nos vendem. Quem sairá beneficiado com uma invasão? O povo ou as oligarquias? Não temos que ser revolucionários, nem de esquerda, nem ser simpáticos a Maduro para defender a soberania da Venezuela, basta ter sentido comum e metade de um cérebro.

Vamos um pouquinho mais além e deixemos a preguiça, busquemos no mapa a Argentina, realidade próxima do que é capaz de fazer o neoliberalismo quando o povo vota equivocadamente. Quando não tem uma ideologia política bem definida e quando é mal agradecido. Agora busquemos o Brasil e vejamos o retrocesso de 30 anos que Temer fez desde o golpe de Estado até agora.

Vejamos agora diante do espelho o nosso país, como está o nosso país em matéria de direitos humanos, educação, saúde, infraestrutura, meio ambiente? Quem nos governa?

O progressismo não é a receita perfeita, não existe a receita perfeita. A mudança fazemos todos, quando criamos políticas de exclusão e para isso devemos escolher muito bem a quem colocamos no governo. Não esperemos que os presidentes progressistas apaguem mais de 500 anos de opressão, desmontes e genocídios. Eles são parte da reconstrução do que nos deixaram, mas não podem fazer tudo sozinhos, curar feridas levará décadas e algumas são incuráveis, fazem parte de nossa memória histórica e coletiva para que não voltem a repetir.

Coisa contrária oferecem os governos neoliberais, a continuação dos genocídios, massacres, ecocídios, desaparecimentos forçados e pobreza extrema.

A resistência é todos os dias, em todos os lados: lendo, questionando, observando, despertando, tomando ação. Porque não há outra saída senão resistir, resistir e resistir, até o sol raiar.

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Ilka Oliva Corado @ilkaolivacorado contacto@cronicasdeunainquilina.com

 

O norte, a emigração iminente

Tradução do Eduardo Vasco,  Diário Liberdade

O norte nem sempre são os Estados Unidos, o norte, para os migrantes e desabrigados, é um lugar distante ao qual vão em busca da utopia. Obrigados pelas circunstâncias, essas circunstâncias têm responsáveis: um Estado inoperante, um sistema avassalador por tradução e uma sociedade desumana e insensível.

Emigram forçadamente do povoado para a capital ou para outro país e isso muda suas vidas, desde que põem um pé fora de seus ninhos, nunca mais a partir deste instante voltarão a ser os mesmos. Algo se quebra, algo tão valioso e íntimo que é impossível reconstruir e recuperar. Se esfumaça e nos parte em dois: um antes e um depois; volta de tempos em tempos nos suspiros tardios da nostalgia. E, assim como as lembranças, não se pode tocar.

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A família tradicional como imposição

Tradução do  Revista Diálogos do Sul

Desde o princípio dos dias, o sistema patriarcal nos impôs até a forma como devemos andar ou sentar, tudo a respeito do papel de gênero e sem falar de comportamentos, que vêm por categorias dependendo dos estereótipos e preconceitos; que vêm por padrões de criação ou que nós, até mesmo antes de aprender a falar optamos por patenteá-los como próprios ou convenientes.

Não há nada mais imposto nesta vida e que nos faça mais mal como sociedade que o padrão patriarcal que é machista e misógino. Mãe em potencial, dizem as saudações do Dia da Mãe às mulheres que não têm filhos, como se todas as mulheres pelo simples fato de seu gênero devem converter-se em mães, sim ou sim. Essa mulher já está gasta, não vale, dizem quando se sabe que uma mulher solteira teve relações sexuais antes do casamento. E o homem? É mais macho quanto mais mulheres tiver em sua lista. Mas há um detalhe: o que acontece com o homem que é diferente da média? Seguramente será maricas, puto, viado, e um sem fim de apelativos que são visto como normais em uma sociedade que fez do desrespeito, do insulto e da violência uma forma de vida.

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Mães por causa de um estupro

Tradução do Eduardo Vasco,  Diário Liberdade

A esta hora em qualquer esquina, bar, canto, casa e matagal da América Latina, estão estuprando uma menina, adolescente e mulher, nos próximos cinco minutos serão mais dezenas de abusadas, ao meio dia serão centenas e ao pôr do sol, milhares. Destas, a maioria será maltratada, muitas assassinadas em crimes de ódio, algumas desaparecerão e jamais de saberá delas, possivelmente morram nos infernos do tráfico de pessoas; e de outras aparecerão seus corpos desmembrados em qualquer rua, em um saco de lixo ou de batatas. Dessas meninas, adolescentes e mulheres violentadas, centenas ficarão grávidas.

 Serão obrigadas a parir, a parir filhos da maior dor de suas vidas, filhos do ultraje, da violência, do deboche a sua dignidade. Uma sociedade carente de sensibilidade as obrigará a parir, um estado patriarcal e machista as obrigará a parir, o silêncio dos justos as obrigará a parir. Serão mães.

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“Transgredidas”, testemunhos de sobreviventes da violência de gênero

 

Tradução do Eduardo Vasco,  Diário Liberdade

Transgredidas é um dos livros que mais me custaram escrever, me doeu, chorei e o senti em carne viva, porque são relatos de testemunhos e histórias de crianças, adolescentes e mulheres que sofreram abuso sexual, seja no caminho de imigração aos Estados Unidos ou vítimas de maus-tratos de pessoas com finalidade de explorá-las sexualmente.

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O ofício de servente

Tradução do Eduardo Vasco,  Diário Liberdade

Ultimamente defensores dos direitos humanos nos chamam de assistentes domésticas, para diminuir o golpe, mas vamos às coisas pelo seu nome: somos serventes, nosso ofício é servir.

Partindo daí, podemos esmiuçar a gama de abusos que vivemos aqueles que trabalhamos no serviço doméstico de babá e de faxineira. Não importa o país, a realidade dos serventes é a mesma em todos os lados. Não vamos dar banhos de pureza e apontar os Estados Unidos como os causadores de todos os nossos males. Na Índia, existem as castas, na América Latina as mentes colonizadas, e assim vamos por cada país e continente, cada um com seus próprios males.

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Nossa luta contra os feminicídios na América Latina

Tradução do Diário Liberdade

No dia 8 de abril completou-se um mês do feminicídio de 41 meninas, as quais o Estado da Guatemala torturou e queimou vivas. Também em 8 de abril apareceu o corpo de Micaela García, uma menina argentina membro do Movimento Evita, que havia desaparecido alguns dias atrás.

Micaela, de 21 anos, estudava Educação Física, vivia pelos párias, esses negrinhos que o classismo detesta. Foi violada e assassinado por um estuprador em série que foi deixado em liberdade por um juiz porque segundo este último, a única coisa que o estuprador tinha era uma “perversidade natural”.

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A dignidade imprescindível do povo equatoriano

Tradução do  Revista Diálogos do Sul

Nestes momentos de alegria e festa na América Latina pelo triunfo da Aliança País, é necessário recordar que tudo na história contemporânea teve início com o sonho de um “Ninõ Arañero” (1) (moleque bamba), vendedor de doces de mamão nas ruas de sua terra natal Venezuela. Resumo sua origem porque somos feitos de Memória Histórica e identidade. Meninos como Chávez nascem um a cada quinhentos anos e passam pela terra para marcar a história dos povos.

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Esconder-se nos converte em cúmplices

Tradução do Diário Liberdade

Muitos preferimos viver em nossa bolha e fechar os olhos para a realidade, ficar na passividade, virar para o outro lado, guardar silêncio. Isso a respeito da corrupção do governo e da ineficácia de um Estado falido. Isso em relação à violência sistemática e à impunidade. Ao tráfico de influência e à manipulação dos meios de comunicação. Preferimos ficar à margem da injustiça, porque é mais cômodo não se envolver, porque envolver-se exige respeito a si mesmo e aos outros e sobretudo honestidade, responsabilidade e integridade.

E não estamos preparados para rifar a pele pelos outros, não aprendemos de solidariedade e de coletividade. Acreditamos falsamente que nunca ocorrerá conosco, que isso só acontece com os outros, com os que estão metidos em confusões.

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Hogar Seguro Virgen de la Asunción: tragédia que não cala

Revista Diálogos do Sul

Muita água já correu desde o dia do incêndio no Hogar Seguro Virgen de la Asunción, (8 de março) e com isso também uma desinformação esmagadora, meios que buscam captar a atenção dos leitores com as manchetes mais aterrorizantes e notas que menosprezam a vida e a dignidade das vítimas e de suas família.

Nada de ética ou humanismo. “Estavam aí porque eram delinquentes” mencionam alguns, outro sublinha que: “aquilo era um retrato de família disfuncionais”, referindo-se aos pais de família que quando souberam do incêndio chegaram como foi possível ao refúgio. Artigos, reportagens e relatos detalhados de pontos de vista classistas, de quem têm mais, dos acomodados.

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