Pandemia é oportunidade para notar punhaladas cometidas por governos neoliberais

Tradução do Beatriz Cannabrava, Revista Diálogos do Sul Sempre são os mais vulneráveis que pagam o pato. Esta pandemia uma vez mais dá a oportunidade para que os povos abram os olhos e notem uma a uma as punhaladas que estão sendo dadas pelos governos neoliberais de seus países. Salvar as oligarquias sempre foi sua finalidade além de saquear o Estado, o que quer dizer, o bolso do povo. Nada se soluciona orando, é a ciência junto aos recursos humanos e materiais os que devem estar à disposição da sociedade neste momento; qualquer mandatário que diga à população que como…

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Entre o bulício e a serenidade: um copo vazio e silêncio são necessários para viver

Tradução do Beatriz Cannabrava, Revista Diálogos do Sul Há dias nos quais quero escrever e não posso e por más que tente não fluem as palavras, elas se escondem. As ideias se tornam nós cegos na minha cabeça e não posso desfazê-los. Acendo incenso, fumigo meu quarto, preparo um chá, realizo alguns exercícios para alongar os músculos, respiro profunda e lentamente. Torno a tentar. E passam os minutos e às três linhas na folha em branco não avançam, então sei que não é meu dia para escrever. O copo está vazio, não devo escrever quando o bulício não me permite…

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Por imersão em privilégios, humanidade é incapaz de ajudar quem precisa

Tradução do Beatriz Cannabrava, Revista Diálogos do Sul Acreditamos que outra pessoa por estar em piores circunstâncias econômicas que nós, merece isso que praticamente é lixo Muitas vezes nos sentimos derrotados, frustrados e dizemos uma e outra vez, molestos, furiosos, questionando: temos direito a uma vida melhor. Uma vida com direitos trabalhistas, com folga econômica. Direito a uma casa melhor, espaçosa, com grande quintal e outros móveis. A ter a geladeira cheia de comida. A poder comprar o que quisermos, a ter esse dinheiro extra para viajar e comprar um carro ou trocar o que já temos. Direito a um…

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Discurso do novo presidente da Guatemala revela que ele é criminoso e terrorista

Tradução do Beatriz Cannabrava, Revista Diálogos do Sul O país não precisa de violência governamental, nem ditadores, necessita de um governo que reconstrua o tecido social Imagine que de um presidente recém eleito, no dia em que toma posse,  em seu primeiro discurso, aflorem ares de ditador e grite à cidadania que vai declarar as crianças e adolescentes do país como terroristas; pois isso aconteceu na Guatemala, lugar onde o romance de Miguel Ángel  Asturias – O Senhor Presidente – fica a dever ao dia a dia do país onde tudo acontece e as pessoas não estão nem aí, porque chegaram a…

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De avental e diploma na mão, vendedora ambulante emociona ao se orgulhar de raízes

Tradução do Beatriz Cannabrava, Revista Diálogos do Sul Dentro das nefastas notícias que ocorrem na América Latina nos últimos dias, apareceu como uma poção de esperança o sorriso de uma menina salvadorense de 16 anos que decidiu ir receber seu diploma de segundo grau vestida com seu avental, pois é vendedora ambulante. Ultimamente muito poucas coisas me emocionam até as lágrimas; ver Daniela com seu avental e sentindo-se sumamente orgulhosa de seu diploma e de seu esforço fez com que um raio de luz iluminasse não só o momento, mas também o meu fim de semana. Na nota publicada nas…

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O silêncio diante da censura e a cumplicidade criminal com os delitos mais cruéis

Tradução do Beatriz Cannabrava, Revista Diálogos do Sul Existem muitas maneiras de sermos covardes, patifes e ruins, há muitas maneiras de matar sem puxar o gatilho, muitas maneiras de estuprar sem tocar um corpo Existem muitas forma de ser covardes, canalhas e maus, existem muitas formas de matar sem apertar o gatilho, de violar sem tocar um corpo, e todas se compactam no silêncio; guardando silêncio ante o opróbrio violentamos e assassinamos duplamente; nos convertemos em cúmplices do delitos mais cruéis, quando nos escudamos em ideologias e religiões como pretexto para esconder nossa mediocridade e miséria de ingratos desumanizados, aleivosos…

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Escritora guatemalteca Ilka Oliva Corado é homenageada em sua cidade natal

Tradução do Beatriz Cannabrava, Revista Diálogos do Sul Em agradecimento, escritora enfatizou a honra que recebe com alegria, porque é de seu lugar de origem que aprofunda sua raiz e sua identidade A escritora guatemalteca Ilka Oliva Corado foi reconhecida no dia 6 de novembro, na Feira Pecuária de Jutiapa. Sua trajetória, produção e qualidade literária foram tomadas em conta para reconhecê-la. Joel Contreras, enlace da Casa da Cultura de Jutiapa, propôs a Oliva Corado e explicou que antes da inauguração da Feira houve uma convocatória para os Jogos Florais e foram propostos nomes de poetas a quem podiam ser…

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A pintura como deleite e a escrita como catarse: a salvação humana que vem das artes

Tradução do Beatriz Cannabrava, Revista Diálogos do Sul Quando escrevo é como se abrisse uma torneira de pressão e saísse água aos borbotões, mas com a pintura é outra coisa, pintar me provoca satisfação Minha cama não tem cabeceira, reparei nisso há dois dias quando quis ler à noite e senti dor no lombo prensado na parede; se eu puser uma, não cabe a cadeira na qual me sento para escrever diante da minha escrivaninha, e prefiro escrever. Meu estúdio-quarto está cheio de quadros que tapam as paredes junto a uma guitarra pendurada ao lado de dois captura-sonhos. Esse estúdio-quarto…

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As insurgentes: Alice Munro e a falta de glamour que levou o Nobel da Literatura

Tradução do Beatriz Cannabrava, Revista Diálogos do Sul “A questão é ser feliz. A todo custo. Tente. É possível, e logo se faz ainda mais fácil” “Escrevi meu primeiro romance porque queria lê-lo”. – Toni Morrison.   A agudeza da escrita de Alice Munro está marcada pela simplicidade e naturalidade com que conversaria qualquer dona de casa com suas amigas na cozinha enquanto prepara o almoço para os filhos.  Alice escreve com a inocência com que falam as mulheres que trabalham limpando quartos de hotel e das que nos povoados inóspitos passam as tardes lavando roupa nos tanques públicos.  Escreve assim, porque…

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Romper com rivalidade entre mulheres imposta pelo patriarcado é nossa missão de gênero

Tradução do Beatriz Cannabrava, Revista Diálogos do Sul Não podemos deixar às gerações que estão por vir um legado de indiferença, de rancores, de discriminação O domínio patriarcal pensa que nós mulheres devemos sentir inveja entre nós, agradece quando nos odiamos, nos culpamos, quando nos dispersamos em lugar de unir-nos. Quando estamos distribuindo rasteiras para ver cair aquela que acreditamos ser nossa rival. A rivalidade entre mulheres é produto dos padrões patriarcais com os quais crescemos e que estão em todos os âmbitos da sociedade. Romper com isso é nossa missão de gênero. Não podemos deixar às gerações que estão…

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