Mães por causa de um estupro

Tradução do Eduardo Vasco,  Diário Liberdade A esta hora em qualquer esquina, bar, canto, casa e matagal da América Latina, estão estuprando uma menina, adolescente e mulher, nos próximos cinco minutos serão mais dezenas de abusadas, ao meio dia serão centenas e ao pôr do sol, milhares. Destas, a maioria será maltratada, muitas assassinadas em crimes de ódio, algumas desaparecerão e jamais de saberá delas, possivelmente morram nos infernos do tráfico de pessoas; e de outras aparecerão seus corpos desmembrados em qualquer rua, em um saco de lixo ou de batatas. Dessas meninas, adolescentes e mulheres violentadas, centenas ficarão grávidas.…

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“Transgredidas”, testemunhos de sobreviventes da violência de gênero

  Tradução do Eduardo Vasco,  Diário Liberdade Transgredidas é um dos livros que mais me custaram escrever, me doeu, chorei e o senti em carne viva, porque são relatos de testemunhos e histórias de crianças, adolescentes e mulheres que sofreram abuso sexual, seja no caminho de imigração aos Estados Unidos ou vítimas de maus-tratos de pessoas com finalidade de explorá-las sexualmente.

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O ofício de servente

Tradução do Eduardo Vasco,  Diário Liberdade Ultimamente defensores dos direitos humanos nos chamam de assistentes domésticas, para diminuir o golpe, mas vamos às coisas pelo seu nome: somos serventes, nosso ofício é servir. Partindo daí, podemos esmiuçar a gama de abusos que vivemos aqueles que trabalhamos no serviço doméstico de babá e de faxineira. Não importa o país, a realidade dos serventes é a mesma em todos os lados. Não vamos dar banhos de pureza e apontar os Estados Unidos como os causadores de todos os nossos males. Na Índia, existem as castas, na América Latina as mentes colonizadas, e…

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Nossa luta contra os feminicídios na América Latina

Tradução do Diário Liberdade No dia 8 de abril completou-se um mês do feminicídio de 41 meninas, as quais o Estado da Guatemala torturou e queimou vivas. Também em 8 de abril apareceu o corpo de Micaela García, uma menina argentina membro do Movimento Evita, que havia desaparecido alguns dias atrás. Micaela, de 21 anos, estudava Educação Física, vivia pelos párias, esses negrinhos que o classismo detesta. Foi violada e assassinado por um estuprador em série que foi deixado em liberdade por um juiz porque segundo este último, a única coisa que o estuprador tinha era uma “perversidade natural”.

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A dignidade imprescindível do povo equatoriano

Tradução do  Revista Diálogos do Sul Nestes momentos de alegria e festa na América Latina pelo triunfo da Aliança País, é necessário recordar que tudo na história contemporânea teve início com o sonho de um “Ninõ Arañero” (1) (moleque bamba), vendedor de doces de mamão nas ruas de sua terra natal Venezuela. Resumo sua origem porque somos feitos de Memória Histórica e identidade. Meninos como Chávez nascem um a cada quinhentos anos e passam pela terra para marcar a história dos povos.

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Esconder-se nos converte em cúmplices

Tradução do Diário Liberdade Muitos preferimos viver em nossa bolha e fechar os olhos para a realidade, ficar na passividade, virar para o outro lado, guardar silêncio. Isso a respeito da corrupção do governo e da ineficácia de um Estado falido. Isso em relação à violência sistemática e à impunidade. Ao tráfico de influência e à manipulação dos meios de comunicação. Preferimos ficar à margem da injustiça, porque é mais cômodo não se envolver, porque envolver-se exige respeito a si mesmo e aos outros e sobretudo honestidade, responsabilidade e integridade. E não estamos preparados para rifar a pele pelos outros,…

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Hogar Seguro Virgen de la Asunción: tragédia que não cala

Revista Diálogos do Sul Muita água já correu desde o dia do incêndio no Hogar Seguro Virgen de la Asunción, (8 de março) e com isso também uma desinformação esmagadora, meios que buscam captar a atenção dos leitores com as manchetes mais aterrorizantes e notas que menosprezam a vida e a dignidade das vítimas e de suas família. Nada de ética ou humanismo. “Estavam aí porque eram delinquentes” mencionam alguns, outro sublinha que: “aquilo era um retrato de família disfuncionais”, referindo-se aos pais de família que quando souberam do incêndio chegaram como foi possível ao refúgio. Artigos, reportagens e relatos…

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Hogar Seguro Virgen de la Asunción: tragédia que não se cala

Tradução do Diário Liberdade Muita água correu desde o dia do incêndio em Hogar Seguro Virgen de la Asunción (8 de março), com ele também uma desinformação esmagadora, mídias que buscam captar a atenção dos leitores com as manchetes mais assustadoras e notas “amarelas” que menosprezam a vida e a dignidade das vítimas e suas famílias. Para nem se falar de ética e humanismo. “Estavam lá para delinquir”, mencionam alguns. Outro ressalta que “aquele era um retrato de famílias disfuncionais”, referindo-se aos pais de famílias que, ao saber do incêndio, chegaram como puderam ao refúgio. Artigos, reportagens, relatos detalhados a…

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As migrantes em trânsito

Tradução do Revista Diálogos do Sul Saem de suas casas: em municípios, aldeias, casarios, arrabaldes… sem rumo fixo, como folhas secas arrastadas pelo vento, mortas em vida, caluniadas, golpeadas, abusadas, rechaçadas e estigmatizadas. Pouco se sabe delas: são invisibilizadas, o Estado as marginaliza, a sociedade as exclui, o classismo, o racismo e os resquícios do patriarcado. Seu país as obrigam ao abandono e à migração. Elas vão pelas vias férreas, em furgões, em vagões, entre montanhas e selvas, dormem nos banquinhos, nos mananciais atravessam desertos, rios, cercas de arame. Correm sem descanso: angustiadas, com o medo atravessado na garganta, com…

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As migrantes em trânsito

Tradução do Diário Liberdade  Saem de suas casas: em aldeias, povoados, rincões, fazendas, arrabaldes… sem rumo fixo, como folhas secas arrastadas pelo vento, mortas em vida, caluniadas, golpeadas, abusadas, rechaçadas e estigmatizadas.  Pouco se sabe delas; as invisibilizam, o Estado as marginaliza, as marginaliza a sociedade, o classismo, o racismo e as macula o patriarcado. Seu país as obriga ao abandono e à migração.

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Saúde ao meu pai: De filhas e pais

Tradução do Revista Diálogos do Sul A última vez que eu o vi, me disse meu paizinho: “Preta, eu vou morrer”. Fria e direta como é natural em mim, eu respondi sem sentir pena: “paizinho, não fique chateado, todos nós vamos morrer”. Quase um mês depois ele faleceu, a notícia nos chegou de longe, na diáspora, a milhares de quilômetros da Guatemala, há apenas cinco dias. Eu sou a filha que desde a adolescência menos o abraçou e menos o acariciou, sou a filha mais ferida, a única ardentemente. No entanto, de suas 4 crias sou a que mais o desfrutou…

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