A cultura da violência de gênero

Tradução de Raphael Sanz Existe, a vemos todos os dias, está enraizada nos padrões colocados desde a infância, no sistema patriarcal, nos fatores socioculturais: a violência contra as mulheres é real e também é aceita como algo natural em nossa sociedade misógina e machista. Para a violência de gênero não existem fronteiras territoriais nem distinção de classe social, cor, credo e grau de escolaridade. É imperceptível devido a forma como é solapada. Uma violência exercida a todo nível, ilimitada e que não surpreende. Que não assombra, não indigna, não enraivece. A cultura da violência de gênero tem sua carga nos…

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Venezuela e o poder do capital internacional

Tradução: João Guilherme A. de Farias. Rafael Correa, durante a IV cúpula de mandatários da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), expos de forma bastante clara a proposta de substituir a Organização dos Estados Americanos (OEA) pela CELAC. Uma iniciativa certeira. Recordemos que a CELAC é um organismo que foi criado em 2011 por Hugo Chávez, quem já havia sugerido a substituição da OEA por uma entidade com os mesmos membros, mas sem os Estados Unidos.  

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Quem disse que o neoliberalismo é a solução

Um dia o mundo amanheceu com a notícia que o Iraque teria em seu poder bombas de destruição em massa; um plano maquiavélico dos Estados Unidos ao que se uniram o Reino Unido, a Polônia, a Austrália e a Espanha como linha de frente. Assim foi como vimos em 2003 o início da guerra do Iraque. Um genocídio sem piedade contra o povo iraquiano que foi anunciado nos meios de comunicação internacionais como um simples “dano colateral”. Os soldados estadunidenses que eram condecorados por semelhante valentia em defesa da humanidade e da pátria, são hoje venerados veteranos de guerra.

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Cristina, meu amor

Não sou feminista, nem vermelha, nem de esquerda, nem revolucionária. Sei muito bem qual é o meu lugar: sou uma desamparada e Cristina é meu amor. Assim como também é Mercedes Sosa, Dilma, Evita e Violetona Parra. E, como escritora, gritar este amor para os quatro ventos me rendeu censuras. Acusaram-me em mais de uma ocasião de ser mercenária, de viver nos Estados Unidos à custa do suporte financeiro de Cristina e Dilma para que escreva a respeito delas. Valha-me! As mulheres nem sabem que eu existo, ora… E nem que eu fosse uma escritora de alcance mundial (a verdade…

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Somos diversidade, pare a homofobia e transfobia

Traducción al portugués, por revista Diálogos do Sul, Brasil. Outro dia, quando Obama chegou de visita à Argentina, ao passar da caravana, centenas de peronistas em coro gritavam: Obama, puto! Era um coro interminável, e gritavam forte, coléricos. Mesma coisa com Macri. Peronistas o bastante, mas tremendamente patriarcais e homofóbicos. É como que nos jogos de futebol, no México, as torcidas gritem a qualquer jogador dentro do campo: puto, puto, puto! E que essa mesma torcida se comporte assim nos Jogos Olímpicos. Comum que nos Jogos Olímpicos também os meios de comunicação maltratam os esportistas homossexuais, (e cabe acrescentar que…

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Dilma, inquebrantável

“Devíamos tê-la matado”, terão repetido centenas de vezes seus torturadores quando viram-na se tornar a primeira mulher presidenta do Brasil. Ou quem sabe tenham desejado que também como Evita, o câncer a fizesse desaparecer (momentaneamente, porque é imortal) do cenário político. Há um antes e um depois de Dilma no Brasil e na América Latina. Uma mulher presidente vencendo o patriarcado e a diferença de gênero. Uma mulher que em seu governo criou políticas de inclusão de gênero. Políticas sociais que beneficiaram milhões de subjugados que a oligarquia somente pode ver como peões que há séculos são explorados e os…

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