Saúde ao meu pai: De filhas e pais

Tradução do Revista Diálogos do Sul A última vez que eu o vi, me disse meu paizinho: “Preta, eu vou morrer”. Fria e direta como é natural em mim, eu respondi sem sentir pena: “paizinho, não fique chateado, todos nós vamos morrer”. Quase um mês depois ele faleceu, a notícia nos chegou de longe, na diáspora, a milhares de quilômetros da Guatemala, há apenas cinco dias. Eu sou a filha que desde a adolescência menos o abraçou e menos o acariciou, sou a filha mais ferida, a única ardentemente. No entanto, de suas 4 crias sou a que mais o desfrutou…

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Tatoj 

Tradução do Diário Liberdade A última vez que o vi, me disse meu Tatoj*: “Negro, vou morrer”; fria e direta, como é minha natureza, o respondi sem piedade: “Tatoj, não se preocupe, todos vamos morrer.” Cerca de um mês depois dessa conversa, faleceu meu Tatoj. Recebemos a notícia de bem longe, na diáspora, a milhares de quilômetros da Guatemala, há apenas cinco dias. Sou a filha que desde a adolescência o abraçou e menos o acariciou, sou a filha mais ferida, a única veemente. No entanto, de suas quatro crias, soua que mais o disfrutou e sucedeu em meus primeiros…

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E as deportações que o México realiza?

Sígueme en https://telegram.me/cronicasdeunainquilina Tradução do Diário Liberdade As recentes batidas de indocumentados nos Estados Unidos têm despertado o interesse dos meios de comunicação, mas não por que se importem com os direitos humanos dos indocumentados nem com a denúncia do abuso, o fazem porque é pão quente e notícia fresca que se pode aproveitar para um sem-fim de objetivos. Mas esse aproveitamento não vem somente dos meios de comunicação, também são apontados como urgentes por artistas, cineastas, poetas, comunicadores sociais, líderes comunitários e advogados especializados em imigração. A finalidade? Abocanhar o quanto puder do pobre diabo do indocumentado.

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O muro de Trump contra América Latina

Sígueme en https://telegram.me/cronicasdeunainquilina Tradução do Revista Diálogos do Sul Sem ir muito longe, o muro que Trump pretende construir não vai deter a imigração forçada de latino-americanos porque ela se deve à política externa dos Estados Unidos e sua ingerência na América Latina. Primordialmente. O acosso constante, a intromissão em assuntos internos de outros países que toma como próprios. O saque impiedoso em terras que sempre vulnerou à sua vontade.  Se especificarmos a migração de centro-americanos e mexicanos para os Estados Unidos e mergulharmos um pouco na história dos últimos 50 anos na região, veremos detidamente o papel desempenhando pelo Plano…

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O duplo padrão das manifestações nos Estados Unidos

  Sígueme en https://telegram.me/cronicasdeunainquilina Tradução do Diário Liberdade Temos visto como multidões nos Estados Unidos têm tomado as ruas desde que Trump tomou posse como presidente do país, e isso é excelente. No entanto, não podemos ser ingênuos e acreditar que tudo aquilo é dignidade e inconformismo com as políticas de Trump e que a sociedade de um dia para outro despertou e se conscientizou dos valores humanos. Porque nos Estados Unidos seguem existindo cidadãos de quinta categoria ainda para os manifestantes que clamam por justiça social, equidade e humanidade. Este caos teria sido evitado se pelo menos nos últimos…

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O muro de Trump contra a América Latina

Sígueme en https://telegram.me/cronicasdeunainquilina Tradução do Diário Liberdade Sem ir tão longe, o muro que pretende construir Trump não deterá a imigração forçada de latino-americanos, porque ela se deve à política externa dos Estados Unidos e sua ingerência na América Latina. Primordialmente. O assédio constante, a intromissão nos assuntos internos de outros países que toma como próprios. O saque implacável em terras que sempre violado a seu capricho. Se especificamos a imigração de centro-americanos e mexicanos aos Estados Unidos e nos adentramos um pouco na história dos últimos 50 anos na região, veremos cuidadosamente o papel que desempenhou o Plano Condor…

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A coragem de ser articulista nos Estados Unidos

Sígueme en https://telegram.me/cronicasdeunainquilina Tradução do Diálogos do Sul Pelo menos uma vez por dia recebo mensagem de leitores que me fazem perguntas como esta: “não posso acreditar que escrevendo como escreve você viva nos Estados Unidos; deveria viver na América Latina”. Outros vêem com os dentes arreganhados: “claro, escreve na comodidade dos Estados Unidos”. Com isto, ambos os lados procuram desvirtuar minha atitude. Antes me preocupava muito, principalmente quando eram pessoas humanistas as que me escreviam. Devo dizer que é mais gente de esquerda que de direita que se dirige a mim com esse tipo de crítica. Vêm como traição que…

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Lá se vai o bom Obama, negro em vão

Sígueme en https://telegram.me/cronicasdeunainquilina Tradução do Diário Liberdade Muitos acreditaram que, por ser negro, Obama representaria uma mudança transcendente na política interna e externa dos Estados Unidos, mas o bom samaritano terminou sendo negro em vão. Um negro afim ao sistema e tão Ku Klux Klan como a própria Hillary Clinton e Trump. Não há comparação, nem como ser humano nem como político, entre ele e Martin Luther King ou o próprio Malcolm X; entretanto o bom Obama, como bom oportunista, os utiliza em seus discursos, como também utilizou o 50º aniversário das marchas em Selma, Alabama, para sair bem na…

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A força da tempestade

Sígueme en https://telegram.me/cronicasdeunainquilina Tradução do Diário Liberdade Crescemos com o caminho marcado, pelos estereótipos, os costumes, a cultura, a religião e o sistema patriarcal que prejudica a todos nós. Pré-concepções que nos dizem que se deve fazer isso e não aquilo. Isso está mal, pelo que dirão, por nosso gênero, aparência física, ideologia, cor da pele, idade, condição social, nacionalidade e etnia.

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Não existe Cuba sem Fidel, porque Fidel é Cuba

Sígueme en https://telegram.me/cronicasdeunainquilina Tradução do Diário Liberdade A Revolução Cubana é uma das façanhas emblemáticas da humanidade, com propriedade única em humildade e bravura. Falar em Cuba é falar em consciência, em memória histórica, em identidade, lealdade e solidariedade. Fecundidade. Há 58 anos surge a pergunta de rigor no imaginário coletivo, manipulado pela midiatização – o que será de Cuba sem Fidel? Fracassará a Revolução? A resposta se encontra no mar bravio, nas montanhas, nas aldeias, no malecón, na raiz das árvores: Cuba sem Fidel é Cuba com Fidel; porque Fidel é Cuba, Cuba é Fidel. Assim como Cuba também…

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