As migrantes em trânsito
Tradução do Revista Diálogos do Sul Saem de suas casas: em municípios, aldeias, casarios, arrabaldes… sem rumo fixo, como folhas secas arrastadas pelo vento, mortas em vida, caluniadas, golpeadas, abusadas, rechaçadas e estigmatizadas. Pouco se sabe delas: são invisibilizadas, o Estado as marginaliza, a sociedade as exclui, o classismo, o racismo e os resquícios do patriarcado. Seu país as obrigam ao abandono e à migração. Elas vão pelas vias férreas, em furgões, em vagões, entre montanhas e selvas, dormem nos banquinhos, nos mananciais atravessam desertos, rios, cercas de arame. Correm sem descanso: angustiadas, com o medo atravessado na garganta, com…


