As migrantes em trânsito

Tradução do Revista Diálogos do Sul Saem de suas casas: em municípios, aldeias, casarios, arrabaldes… sem rumo fixo, como folhas secas arrastadas pelo vento, mortas em vida, caluniadas, golpeadas, abusadas, rechaçadas e estigmatizadas. Pouco se sabe delas: são invisibilizadas, o Estado as marginaliza, a sociedade as exclui, o classismo, o racismo e os resquícios do patriarcado. Seu país as obrigam ao abandono e à migração. Elas vão pelas vias férreas, em furgões, em vagões, entre montanhas e selvas, dormem nos banquinhos, nos mananciais atravessam desertos, rios, cercas de arame. Correm sem descanso: angustiadas, com o medo atravessado na garganta, com…

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As migrantes em trânsito

Tradução do Diário Liberdade  Saem de suas casas: em aldeias, povoados, rincões, fazendas, arrabaldes… sem rumo fixo, como folhas secas arrastadas pelo vento, mortas em vida, caluniadas, golpeadas, abusadas, rechaçadas e estigmatizadas.  Pouco se sabe delas; as invisibilizam, o Estado as marginaliza, as marginaliza a sociedade, o classismo, o racismo e as macula o patriarcado. Seu país as obriga ao abandono e à migração.

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Saúde ao meu pai: De filhas e pais

Tradução do Revista Diálogos do Sul A última vez que eu o vi, me disse meu paizinho: “Preta, eu vou morrer”. Fria e direta como é natural em mim, eu respondi sem sentir pena: “paizinho, não fique chateado, todos nós vamos morrer”. Quase um mês depois ele faleceu, a notícia nos chegou de longe, na diáspora, a milhares de quilômetros da Guatemala, há apenas cinco dias. Eu sou a filha que desde a adolescência menos o abraçou e menos o acariciou, sou a filha mais ferida, a única ardentemente. No entanto, de suas 4 crias sou a que mais o desfrutou…

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Tatoj 

Tradução do Diário Liberdade A última vez que o vi, me disse meu Tatoj*: “Negro, vou morrer”; fria e direta, como é minha natureza, o respondi sem piedade: “Tatoj, não se preocupe, todos vamos morrer.” Cerca de um mês depois dessa conversa, faleceu meu Tatoj. Recebemos a notícia de bem longe, na diáspora, a milhares de quilômetros da Guatemala, há apenas cinco dias. Sou a filha que desde a adolescência o abraçou e menos o acariciou, sou a filha mais ferida, a única veemente. No entanto, de suas quatro crias, soua que mais o disfrutou e sucedeu em meus primeiros…

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A força da tempestade

Sígueme en https://telegram.me/cronicasdeunainquilina Tradução do Diário Liberdade Crescemos com o caminho marcado, pelos estereótipos, os costumes, a cultura, a religião e o sistema patriarcal que prejudica a todos nós. Pré-concepções que nos dizem que se deve fazer isso e não aquilo. Isso está mal, pelo que dirão, por nosso gênero, aparência física, ideologia, cor da pele, idade, condição social, nacionalidade e etnia.

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Pouco nos resta de humanidade

Sígueme en https://telegram.me/cronicasdeunainquilina Tradução do Diário Liberdade Pouco nos resta de humanidade, se é que em algum momento a tivemos. Um planeta insalvável nos grita pedindo auxílio, nos fazemos de desentendidos e deitamos a dormir de barriga para cima, enquanto em todo o nosso redor vai se extinguindo diante de nossa indiferença de medíocres egocêntricos. Somos a deterioração de uma espécie destrutiva, egoísta, oportunista e jactanciosa. Somos o pior dos males. Cada dia amanhecemos com mais espécies em perigo de extinção, com a fauna e a flora em agonia, com as selvas tropicais a ponto de ser desertos. Com as…

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