L’idioma dell’impero

Tradotto da Monica Manicardi Ho sempre voluto imparare il francese per leggere La nausea e Le parole, di Sartre nella sua lingua, perché nelle traduzioni, per molto buone che siano in qualche momento si perde l’essenza, la purezza del testo che si mantiene solo leggendolo nella lingua nella quale è stato scritto in origine. Ma più di ogni altra cosa per ascoltare nella sua lingua le canzoni di Edith Piaf, perché non è la stessa cosa ascoltare una canzone e non capire ciò che dice, anche se è ovvio, la lingua del cuore è universale e Edith è anima pura.…

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La forza di volontà

Tradotto da Monica Manicardi Correva la metà degli anni novanta a Ciudad Peronia quando venne a vivere nel quartiere un matrimonio proveniente dalla Bethania, un altro sobborgo guatemalteco. In quel momento Ciudad Peronia  era già popolata, prima c’erano stati terreni polverosi senza valutazioni e i luoghi abbandonati che circondavano il mercato, la fermata del bus, El Gran Mirador, La Surtidora e la Cuchilla. Don Luis e sua moglie, comprarono una casa che prima apparteneva ad una famiglia che si dedicava a tappezzare mobili, si vedevano spesso scheletri di arredamenti di soggiorni e sala da pranzo dappertutto. La loro casa rimaneva al…

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Migrantes indígenas: Explorados, excluídos e invisíveis como ratos de esgoto

Tradução de Beatriz Cannabrava,  Revista Diáologos do Sul  A maioria dos carregadores são indígenas que só falam seus idiomas maternos e que foram obrigados a migrar Não importa o dia do ano e se chove torrencialmente, eles sempre estão aí desde a madrugada até o anoitecer. Trabalhando duro. Seu corpo como ferramenta de trabalho e modo de sobreviver. Não importa se pensam e sentem, se perguntarão que horas são (porque para o explorado não há relógio que pare) ou se têm dor de dente ou bolhas nas mãos. Se acabam de perder um parente ou se lhes nasceu um filho. Eles…

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“El idioma del imperio”

Siempre he querido aprender francés para leer La náusea y Las palabras, de Sartre en su idioma, porque en las traducciones, por muy buenas que sean  en algún momento se pierde la esencia, la pureza del texto que solo se mantiene al leerlo en el idioma en el que fue escrito originalmente. Pero  más que todo para escuchar en su idioma las canciones de la gran Édith Piaf, porque no es lo mismo escuchar una canción  y no entender lo que dice, aunque claro está, el idioma del corazón es universal y Édith es alma pura.  También he querido aprender portugués para leer…

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La fuerza de voluntad

Corría mediados de la década del noventa en Ciudad Peronia cuando llegó a vivir a la cuadra un matrimonio procedente de la Bethania, otro arrabal guatemalteco. Para ese entonces Ciudad Peronia ya estaba poblada, atrás habían quedado los tierreros de terrenos sin medición y los sitios baldíos que circundaban el mercado, la parada de buses,  El Gran Mirador, La Surtidora y  La Cuchilla.  Don Luis y su esposa, llegaron a comprar una casa que antes pertenecía a una familia que se dedicaba a tapizar muebles, era habitual ver esqueletos de amueblados de sala y comedor por doquier. Su casa quedaba al principio…

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Like Sewer Rodents

Translated  by Katrina Hassan The day of the year doesn’t matter, neither does the weather. Even if it is pouring rain, they are always there. From dusk until dawn, breaking their back.  Their bodies, a work tool, and their means of survival. It doesn’t matter if they think or feel. If they ask themselves what time it is. A clock, for the exploited worker, never stops ticking. It matters not that they have blisters or a toothache. No matter if a relative died, or if their child is born. They are always there. Breaking their backs. They are never seen as a  person. On…

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Antonio e José: mais dois imigrantes que têm os sonhos despedaçados nos EUA

Tradução de Beatriz Cannabrava,  Revista Diáologos do Sul  “Aqui você perde tudo, tudo se perde, já nem chorar se pode mais, até de chorar a gente cansa”, conta Antonio, migrante guatemalteco indocumentado. É meio dia de um dia de julho de verão infernal, eu os observo pela janela que dá pra rua enquanto subo as escadas da casa onde trabalho; seus corpos banhados de suor, com picareta na mão abrem uma vala na lateral da casa para consertar um encanamento.  De manhã, havia chegado o dono da empresa, um polaco de uns 60 anos, para fazer ato de presença e só.…

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Outro mundo melhor é possível: Porque devemos usar o poder colossal de nossa voz

Tradução de Beatriz Cannabrava,  Revista Diáologos do Sul  O que seria de nós no dia em que a deixássemos sair? O que seríamos como humanidade? Como seres individuais? Estamos acostumados a que outros opinem por nós, porque acreditamos que o que temos a dizer não é importante, que carece de consistência e sentido: por não ter tal grau de escolaridade, por não ser de tal classe social, por não ter tal cor de pele, ser de tal gênero, por ter tal peso, por ter tal idade, tal estatura, gostar ou não gostar de tal coisa; em um dos tantos padrões com…

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Como ratos de esgoto

Tradução do Eduardo Vasco, Diário Liberdade  Não importa o dia do ano e se chove torrenciais, eles estão sempre lá desde o amanhecer até o anoitecer. Colocando o lombo. Seu corpo como uma ferramenta de trabalho e modo de sobrevivência. Não importa se pensam ou sentem, se perguntarão a hora (porque para o explorado não há relógio que pare) ou se um dente dói ou tem bolhas. Se acaba de morrer um parente ou de nascer um filho seu. Eles estão sempre lá. Colocando o lombo. Eles nunca são vistos como pessoas, pelo contrário; muitas vezes eles ficam no caminho…

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Come roditori dei bassifondi

Tradotto da Monica Manicardi Non importa il giorno dell’anno e se piove in abbondanza, loro sono sempre lì dall’alba fino alla notte. Lavorando duro. Il loro corpo come strumento di lavoro e modo per sopravvivere. Non importa se pensano o provano qualcosa, se si chiederanno l’ora (perché per lo sfruttato non c’è orologio che si fermi) o se gli fa male un dente o hanno delle vesciche.  Se gli è appena morto un famigliare o gli è nato un figlio. Loro sempre stanno lì. Lavorando duro. Non sono visti come persone, al contrario; molte volte intralciano i corridoi dei mercati popolari e…

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El poder colosal de nuestra voz

Nos hemos acostumbrado a que otros opinen por nosotros, porque creemos que lo que nosotros tenemos que decir no es importante, que carece de consistencia y sentido: por no tener el grado de escolaridad,  por no ser de tal clase social, por no ser de tal color de piel, de tal género, por tener tal peso, por tener tal edad, tal estatura,  tal adicción; en uno de los tantos patrones con los que hemos crecido en este mundo de estereotipos, cobardía, clases sociales, presunción  y patriarcado.  Y guardamos silencio, con el corazón a mil, con las palabras como borbotones anudándose en nuestra garganta,…

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